Prática de troca de casais tem diálogo como base e algumas abordagens consideradas mais respeitosas entre adeptos
- Paciência: aguardar a resposta do outro casal, nunca tomar a iniciativa em relação a uma das pessoas isoladamente.
- Reciprocidade: nunca fazer ou exigir nada que você não gostaria que acontecesse com você e seu parceiro. Tudo deve ser de comum acordo, e todos devem ser claros sobre as intenções. É importante ser honesto sobre o que buscam e deve ser recíproco.
- Respeito: o consentimento/permissão é imprescindível! Nada acontece sem o consentimento claro de todos os envolvidos. Não se deve tocar em alguém sem ter certeza absoluta de que há permissão.
- Não é não! Nunca insistir em nada que tenha sido negado, mesmo que discretamente.
- Imposição de limites: a comunicação é muito importante. Os parceiros devem conversar abertamente sobre seus desejos, limites e o que é aceitável ou não na prática do swing para evitar mal-entendidos.

- Segurança (utilização de preservativo e manter a higiene íntima): toda e qualquer interação com outro casal tem de ser feita com total segurança, e essa preocupação e responsabilidade é dos dois, um tem que cuidar do outro, por mais “animado” que o outro esteja no momento.
- Alerta: é indicado que haja um sinal de segurança verbal ou gesto discreto para indicar desconforto ou vontade de sair de uma situação sem chamar atenção.
- Honestidade: o casal deve discutir abertamente sobre suas expectativas com o swing.
- Confiança no parceiro: é imprescindível que um confie no outro, que tudo que for combinado será cumprido na ‘Hora H’.
- Privacidade: deixar bem claro na interação com outros casais quando não é permitido o uso de câmeras, filmadoras ou celulares, para que seja preservado a privacidade de todos os envolvidos.
DICA: Para quem quer iniciar no swing e deseja evitar inibição ou qualquer tipo de constrangimento, pode ser interessante visitar uma casa de swing, sem pretensão, antes de qualquer interação.
Da paquera até a ‘Hora H’: como funciona no swing?
Casas de swing, hotéis e pousadas liberais são espaços mais comuns para quem deseja iniciar a prática. Até chegar a “Hora H”, o movimento costuma envolver bastante diálogo, como explica Elaine Macedo.
“Começa com uma paquera, um olhar um sorriso. Depois os casais se conhecem, conversam, se interessar, estabelecem regras e limites mútuos antes de sair. E a abordagem é sutil e respeitosa, evitando pressão e buscando consentimento para todas as interações. Pode evoluir para algumas carícias ali mesmo e depois utilizam os espaços privativos”, explica.
“Essa questão da abordagem feminina não é uma regra, que as mulheres têm que dar um primeiro passo. Mas, em geral, é uma abordagem mais famosa, assim, ela é mais aceita e também mais respeitosa”, observa a sexóloga.
Abordagem de bom tom no swing
Pontos de atenção
- Diálogo
A conversa é primordial na prática do swing, e não apenas dentro da boate. Júlia aponta como fundamental a conversa entre parceiros do mesmo casal, isso para estabelecer limites e expectativas.
- Cautela
- Ciúmes
“Se existir alguma discussão ali do casal, o ideal é nunca envolver outras pessoas que não tem nada a ver com isso”, defende a sexóloga. “É importante lembrar que o swing é uma fantasia sexual, uma coisa contextual, pontual, e é um momento fora de algumas convenções sociais para o casal curtir, para ele aproveitar toda essa atmosfera, todas as possibilidades”.

